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Casal de Banabuiú comemora 74 anos de matrimônio e diz que “segredo é o amor”

Segredo é o amor

23/11/2019 14h30
Por: Direto da Redação

É com carinho, emoção e fala mansa que Manoel Nogueira Filho, de 92 anos, conta a história de seu casamento com Alzira Maria Nogueira, de 89 anos. No último dia 16 de novembro, os dois completaram 74 anos de casados. A história começa na década de 1940, no município de Jaguaretama, a 246 quilômetros de Fortaleza, onde os dois nasceram e se conheceram.

“Foi em uma viagem perto (de onde moravam). Começamos lá e (estamos) até agora”, conta Manoel. Eles namoraram por dois anos antes do casamento, que aconteceu em um município próximo chamado Laranjeiras. À época, Manoel tinha 20 anos e Alzira, 16. Ele não lembra detalhes do dia do casamento, mas comenta que “foi um dia bom. Teve festa”.

Tanto a família de Manoel quanto a de Alzira aprovavam o casamento. O primogênito do casal hoje tem 71 anos. Depois dele, nsaceram mais 13 filhos. “São sete mulheres e sete homens. É uma família unida, grande. Eu tenho orgulho da minha família”, conta Manoel.

Atualmente, os filhos estão divididos entre Ceará e São Paulo. “Moram sete irmãos aqui no Banabuiú e sete em São Paulo”, afirma Maria José Nogueira, ou Mazé, filha do casal. Ela é responsável por cuidar dos pais atualmente, mas faz questão de dizer que “todo mundo é presente”.

 

Há 28 anos a família se mudou para Banabuiú, município distante 216 km da Capital. Na cidade, moram em uma casinha próximo ao centro. “Casa simples. Cidade pequena, mas boa da gente morar”, conta Mazé. A rotina dos dois é bem tranquila. Manoel sai pouco de casa, principalmente agora que perdeu a visão. Seu divertimento é sentar-se na calçada e conversar com vizinhos e família.

Já Alzira, que preferiu não ser entrevistada, gosta de andar pela casa e tomar seu café pela manhã. Manoel, lido pela filha como “alegre e brincalhão”, ao ser perguntado sobre o segredo para tanto tempo de matrimônio, disse incisivo que é o amor. “O filho faz a gente se unir mais. A relação é boa (dele e de Alzira). Eu não gosto muito de discutir não”, complementa com graça.

A vida dos dois, entretanto, é também “uma história de muita dificuldade”. Quem afirma é um dos sobrinhos-neto do casal, José Miryson Lima, de 40 anos. Ele também comenta: “eles não se desgrudam. É um pertinho do outro. É um amor que a gente diz assim (que) na hora que um for, o outro vai junto”.

Tanto Manoel quanto Alzira sempre trabalharam na roça e hoje vivem com o dinheiro que recebem como aposentados. “Graças a Deus agora eles estão bem tranquilos. Criaram os 14 filhos na roça. Todos os dois (trabalhavam). A mãe trabalhava igual a um homem na roça”, lembra Mazé.

Eles também contam com a ajuda dos outros filhos. “As coisas hoje em dia estão muito difíceis para quem vive de um salário mínimo. Mas graças a Deus está dando para a gente levar”, complementa a filha.

Mazé fala animada do casamento dos pais, que viu de perto chegar aos 74 anos. “É um orgulho para a gente. É uma história muito difícil (de acontecer). Tudo que a gente sabe vem deles. Somos 14 irmãos e estão todos vivos. A gente é bem unido. Agradecemos a Deus todo dia em ter eles e pedimos para ter por muitos anos ainda”.

Para a filha, o segredo da relação também é o mesmo contado por Manoel: muito amor. “E a união. Acho que ele são um corpo só, principalmente agora que eles estão nessa idade e não se separara”, encerra Mazé.

Os dois casaram no dia 16 de novembro de 1945 e juntos tiveram 14 filhos, 45 bisnetos, 66 bisnetos e 13 tataranetos. Manoel nasceu em 28/03/1927 e Alzira em 07/11/1930.

Conteúdo: opovo

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