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Tem explicação?

Afinal, quais seriam os motivos dos recentes ataques no Ceará?

O estopim, desta vez, seria a descoberta de um plano de resgate de criminosos recolhidos no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Aquiraz

24/09/2019 10h09
Por: Redação Ceará em Destaque
Fonte: Diário do Nordeste

Que o Ceará está sendo alvo, mais uma vez, de ataques criminosos, e que todos estão temerosos, isso é fato. O que ainda não sabemos é: o que estaria provocando esses novos ataques? Os jornais Diário do Nordeste e o jornal O Povo destacaram em suas reportagens, nas edições desta terça-feira (24), os prováveis motivos dos novos ataques. 

De acordo com o Diário do Nordeste, fontes ligadas à Segurança Pública informaram que os ataques foram ordenados pela facção Guardiões do Estado (GDE). A principal suspeita é que as ações se tratam de uma nova retaliação ao enrijecimento do Sistema Penitenciário cearense - como aconteceu em janeiro deste ano, na maior série de ataques da história do Ceará.

O estopim, desta vez, seria a descoberta de um plano de resgate de criminosos recolhidos no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Aquiraz, na semana passada. Outra possibilidade levantada pelas autoridades como motivação para a onda de ataques seriam mortes ocorridas, na semana passada, nos bairros Serviluz e Papicu.

Outra suspeita é que as ações criminosas foram desencadeadas em represália à prisão de um dos chefes da GDE, Suelito Borges de Sousa, realizada, nos últimos dias, por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco). As investigações apontam que Suelito, conhecido como "Sb" ou "Rei da Colômbia" é conselheiro final da facção.

Criminosos espalharam um "salve" pelas redes sociais, a partir da última sexta (20). O informativo, com assinatura do "Crime Organizado do Estado do Ceará", pede para se "promover um ataque generalizado em todo o Estado". O "salve" corrobora com a tese de que os ataques foram causados pela atuação do Estado nos presídios. Os criminosos afirmam que os agentes penitenciários maltratam os presos, "com atos de crueldade e com abuso de poder".

Paralelamente, cerca de 100 companheiras e familiares de detentos de diversos presídios da Região Metropolitana se reuniram no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, na manhã de ontem, para protestar contra a suposta opressão sofrida pelos internos.

 

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